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KUIR Poetry

KUIR at 21st Poesiefestival Berlin

Featuring video-performances from Sailesh Naidu, jô osbórnia and Maxi Wallendhorst

KUIR's 6th edition took place at 21th poesiefestival berlin, which due to the corona-crisis has been fully adjusted to an online format; this edition presents therefore with video(-performances) from Sailesh Naidu ("DIG"), jô osbórnia ("Eü") and Maxi Wallendhorst (unbetitelt) - see descriptions below.

resulting from a cooperation between KUIR and Haus für Poesie, this edition has functioned, in last instance, as a curatorial and institutional hacking and occupation of a prominent literature and poetry space in germany. poesiefestival has in the last years granted more and more space to our gender dissident poetry. to fight against the cisheternomativity and -centrism of literary institutions through affirmative-collaborative ethics of curation remains however a fundamental goal of our project.  

Video Descriptions

// DIG, Sailesh's first poetry film work, explores the nature of memory as a non-linear reality. Viewing memory as a chain that one can pull on, invariably one will lead to the next even if they are not be related.  From the stories we are told to the memories we absorb from those around us, each holds their own weight in the lives we try to lead today.  To be born is to inherit the lives of those who came before us, their histories, their sadness, their joys and to hope that one day to make ones own.

// In “Eü”, Jô Osbórnia resumes her questionings of a ‘rhetoric of ambivalence’ and examines the binary of Transmigration from a decolonial perspective. binaristic tensions between colony and metropolis are embodied by a lyrical “Eü" whose search for a dissident identity is still confronted with a violent level of colonial oppression: language (philosophy) and its “natural opposites”. Three canvases (red Alcantara swen and clamped onto white polyethylene tarpaulins) finally proclaim the "breaking off" of colonial binaries.

// A cowboy in little pink plastic cowboy boots comes into a bar. Maxi Wallenhorst reads poems about dysphoric bodies in front of an audience of tumbleweeds in a vast desert. Others should actually read, but they will read later - uncertainty is a poetic moment here. A soft lyric with a feeling that something is standing next to you. At least the tumbleweed is there and listening. Wallenhorst's texts are also there, holding you held.

KUIR Poetry

KUIR no 21º poesiefestival berlin

com vídeo-performances de Sailesh Naidu, jô osbórnia e Maxi Wallendhorst

A sexta edição do KUIR ocorreu no 21º poesiefestival berlin, que devido à crise do corona teve de ser totalmente adaptado para o formato online; esta edição apresenta portanto vídeo(-performance)s de Sailesh Naidu ("DIG"), jô osbórnia ("Eü") e Maxi Wallendhorst (sem título) - vide descrições abaixo.

resultante de uma cooperação entre KUIR e Haus für Poesie ("Casa para Poesia"), esta edição funcionou, em última instância, como um hacking e ocupação curatoriais e institucionais de um espaço proeminente da literatura e da poesia na alemanha. o poesiefestival tem nos últimos anos concedido cada vez mais espaço à nossa poesia dissidente de gênero. lutar contra a cisternomatividade e -centrismo das instituições literárias por meio de éticas afirmativo-curatoriais permanece, entretanto, um objetivo fundamental de nosso projeto.

Descrições dos filmes

// DIG, primeiro trabalho vídeo-poético de Sailesh, explora a natureza da memória como uma realidade não linear. Vendo a memória como uma corrente que pode ser puxada, invariavelmente nos conduzindo à próxima, mesmo que não relacionadas. Das histórias que contamos às memórias que absorvemos das pessoas ao nosso redor, cada uma tem seu próprio peso na vida que tentamos levar hoje. Nascer é herdar a vida dos que vieram antes de nós, suas histórias, suas tristezas, suas alegrias e esperar que um dia façamos as nossas próprias.

// Em “Eü”, Jô Osbórnia dá continuidade a seus questionamentos acerca de uma ‘retórica da ambivalência’ e examina o binário da Transmigração a partir de uma perspectiva decolonial. As tensões binarísticas entre colônia e metrópole vêm personificadas por um “Eü”-lírico cuja busca por uma identidade dissidente ainda se depara com um violento nível de opressão colonial: a (filosofia da) linguagem e seus “opostos naturais”. Três telas (alcântara vermelho cozido e alfinetado sobre lonas brancas de polietileno) proclamam, por fim, a "ruptura" dos binários coloniais.

// Um cowboy com botinhas rosas de plástico entra em um bar. Maxi Wallenhorst lê poemas sobre corpos disfóricos diante de um vasto deserto e seu mato. Outros deveriam ler, mas só mais tarde lerão - a incerteza é aqui um momento poético. Versos suaves com a sensação de que algo está próximo a você. Pelo menos lá está ela, a erva daninha, ouvindo. Os textos de Wallenhorst também estão lá, como estepe.

KUIR Poetry

KUIR am 21. poesiefestival berlin

mit Video-Performances von Sailesh Naidu, jô osbórnia und Maxi Wallendhorst

Die 6. Edition von KUIR fand auf dem 21. Poesiefestival Berlin statt, das aufgrund der Koronakrise auf ein Online-Format umgestellt wurde. Diese Edition präsentiert daher Video(performance)s von Sailesh Naidu ("DIG"), jô osbórnia ("Eü") und Maxi Wallendhorst (ohne Titel) - siehe Beschreibungen unten.

dank einer Zusammenarbeit zwischen KUIR und Haus für Poesie fungierte diese Edition in letzter Instanz als kuratorisches und institutionelles Hacken bzw. Besetzen eines bedeutenden Literatur- und Poesieraums in Deutschland. In den letzten Jahren hat das Poesiefestival unserer Poesie der geschlechtsspezifischen Dissidenzen zwar progressiven Raum angeboten, dennoch durch eine affirmative, kollaborative Kurationsethik bleibt der Kampf gegen die Cisheternomativität und - zentrismus literarischer Institutionen ein fundamentales Ziel unseres Projekts.

// „DIG“Naidus erster Poesiefilm – untersucht die Natur der Erinnerung als nicht-lineare Realität. Wenn man das Gedächtnis als eine Kette betrachtet, an der man ziehen kann, führt sie zu immer weiteren aufgefädelten Erinnerungen, auch wenn sie nicht miteinander verbunden scheinen. Von den Geschichten, die uns erzählt werden, bis zu den Erinnerungen, die wir von unseren Mitmenschen aufnehmen – sie alle spielen ihre eigene Rolle in unseren Leben. Geboren zu sein bedeutet, das Leben derer zu erben, die vor uns kamen, ihre Geschichten, ihre Traurigkeiten, ihre Freuden. Und es bedeutet ebenso, zu hoffen, dass wir eines Tages eigene erleben können.

// Im “Eü” setzt Jô Osbórnia ihre Hinterfragungen nach einer ‘Rhetorik der Ambivalenz’ fort und untersucht aus einer dekolonialen Perspektive das Binäre der Transmigration. Die Binarität zwischen Kolonie und Metropole wird durch ein lyrisches “Eü” verkörpert, dessen Suche nach einer dissidenten Identität noch mit einer gewaltsamen Ebene der kolonialen Unterdrückung konfrontiert wird: der Sprach(philosophie) und ihrer “naturgesetzten Gegensätzlichkeit”. Drei Leinwände (angenähtes - und geklemmtes rotes Alcantara in weiße Abdeckplane aus Polyäthylen) proklamieren schlussendlich das ‘Abzubrechen’ dieser kolonialen Binaritäten.

// Ein Cowboy in kleinen rosafarbenen Cowboystiefeln aus Plastik kommt in eine Bar. Maxi Wallenhorst liest Gedichte über dysphorische Körper vor einem Publikum aus Tumbleweeds in einer weiten Wüste. Eigentlich sollten noch andere lesen, aber die lesen später – Verunsicherung ist hier poetisches Moment. Eine softe Lyrik mit einem Gefühl dafür, etwas neben sich zu stehen. Das Tumbleweed ist zumindest da und hört zu. Und Wallenhorsts Texte sind auch da und halten dich – und du wirst gehalten.

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